Freguesia de Figueira de Lorvão - Penacova
  
                               
"Lenda da Serra da Castela".
Conta-se que na Serra da Granja havia um lugar que se chamava "Patinha da Vaca" onde existia um penedo branco muito grande que tinha marcado uma pata de vaca na pedra.Esse penedo tinha gravada uma frase "Quem me virar, debaixo de mim, me há-de achar". Foram para lá os antigos ver e com tombos dum lado e tombos do outro, conseguiram virar o penedo. Por baixo estava escrita outra frase "Bem haja quem me virou, que tão fartinha de estar deste lado eu estou".

 
Tradição de "Beijar o Menino Jesus", visita Pascal, indo o Padre de casa em casa.
A celebração da Páscoa é uma tradição que permanece vivamente nos dias de hoje persistindo tanto no ambiente citadino como no rural. Sucintamente a Páscoa é uma festividade cristã, onde se celebra a ressurreição de Jesus Cristo, ou seja, consiste na transição da morte para a vida.

 
Cantar os Reis
A tradição de cantar os Reis é muito antiga em Figueira de Lorvão. Praticamente desde o Natal até ao Dia de Reis, grupos de rapazes, raparigas, homens e mulheres, solteiros ou casados, encontram-se junto à igreja e vão pela aldeia para cumprir esse ritual de paz e alegria.
De porta em porta, pela calada da noite e à luz de candeeiros, sobem as escadas e colocam-se junto das portas o mais silenciosamente possivel. Fazem-se acompanhar de instrumentos musicais. Com o corpo frio mas as gargantas quentes, da caminhada e também de um copito de vinho que se bebia aqui e ali, quebra-se o silêncio das noites longas de Inverno. No calor da lareira os habitantes recebem com alegria a visita desses Cantadores de Reis. Caso não lhes abram a porta, correm o risco de ouvir alguns versos menos agradáveis.

 
MONTE REDONDO 
Dizem as pessoas da terra que viveu aqui a rainha Santa Isabel, tendo aqui existido um tribunal e uma prisão.

 
Luísa de Jesus
Ali nascida em 1750, aparece sempre referido nos apontamentos sobre a Freguesia.
Como se sabe, naquele tempo havia algumas vilas e cidades a célebre «roda», onde deixavam as crianças abandonadas. Ora, tentando encontrar e estimular possíveis protectores para essas crianças, a «roda» oferecia 600 réis e um enxoval a quem levasse um bebé e o cuidasse. Sabendo disso, Luísa de Jesus arquitectou um plano diabólico, e não tardou a executar, deixando-a tristemente célebre. Foi em 1772 que tudo começou: foi lá, junto aos expostos, escolheu um, prometeu tratá-lo, recebeu o enxoval e os 600 réis e voltou para casa. Tempos depois foi buscar outro, e outro, até ser presa, numa altura em que ela já tinha tirado da «roda» crianças. Descobriu-se, então, que ela não tinha nenhuma em casa, porque as envenenava à chegada!, Foi condenada à morte!...

 
TELHADO 
Antigamente existia uma eira onde secavam os cereiais e por isso a rua para a visitar chama-se rua da Eira Velha. Outra rua chama-se rua dos Brancos por ter existido uma família chamada Brancos; também há a rua do Freixo porque lá existia um freixo.




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